Igreja no Irã teme que membros detidos sejam torturados
O líder de uma das maiores igrejas domésticas no Irã informou que, recentemente, membros de sua congregação foram detidos e torturados, pressionados a confessar crimes que não cometeram.
- (Foto: Divulgação)Os cristãos estão sob ataque em muitos países com governos que reprimem a religião, ou são hostilizados na sociedade, segundo um novo relatório.
"Na prisão, há autoridades que se fazem de “bons moços” alegando que estão “à procura de soluções”, assim como há “maus moços" que torturam os prisioneiros”, explicou Khandjani, que também já foi detido.
Ele disse que a perseguição acontece quando as reuniões cristãs são vistas pela liderança do país como "piores do que encontros políticos". "Oponentes do governo podem, eventualmente, parar suas atividades sob pressão. Mas um cristão não pode nunca deixar de ser cristão", acrescentou Khandjani.
Adversário político
"Todos que não são muçulmanos xiitas são considerados adversários políticos", explicou Khandjani.
Khandjani
falou à agência de notícias BosNewsLife a partir de um local não
declarado, em meio a preocupações de segurança, e revelou que mais de
400 cristãos evangélicos foram presos só neste mês pela “Gestapo
iraniana", expressão que ele usa para classificar o temido serviço de
inteligência do Irã.
Os
membros da Igreja do Irã foram detidos durante um culto na cidade de
Shiraz. Entre eles, Mohammad Roghangir, conhecido localmente como “irmão
Vahid”, que liderou uma reunião da igreja doméstica com a presença de
15 pessoas.Outros cristãos capturados durante o ataque foram identificados como Eskandar Rezaie, Haghighi Bijan, Ameruni Mehdi e Lahooti Shahin. "Também estamos preocupados com a irmã Roxana Forughi, já que esta é a segunda vez que ela é presa", disse Khandjani.
Fonte: Worthy News
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