'Marco Feliciano defende um grupo restrito de religiosos’ diz Igreja Presbiteriana em crítica ao pastor na CDHM
O comunicado intitulado a falar da igreja evangélica, do deputado Feliciano, a CDHM e da democracia brasileira.
O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (CC-IPU) se pronunciou contra a permanência do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). A igreja “alertou” que o pastor e deputado tem uma agenda política própria, na qual defende um grupo restrito de religiosos. “Alerta: que o deputado Feliciano defende uma agenda política própria, que interessa a um grupo restrito de brasileiros, muitos deles denominados evangélicos”, diz o comunicado da IPU.
- (Foto:Divulgação/Marco Feliciano)Pastor Marco Feliciano ministrando durante culto.
O conselho da Igreja Presbiteriana diz lamentar, o que chamam, de despreparo teológico do pastor Feliciano. A lamentação refere-se ao depoimento do deputado em que faz interpretações da Bíblia, diz que os africanos foram amaldiçoados por causa de Noé, que amaldiçoou o seu descendente, que viu e riu da sua nudez e a maldição se estendeu aos seus descendentes, que são africanos. “Vergonhosamente demonstrado na sua defesa da interpretação da origem dos povos africanos e no desconhecimento e desrespeito aos direitos das minorias”, disse o comunicado.
Marco Feliciano vem sendo pressionado por manifestantes desde que assumiu a presidência da CDHM, por considerarem suas declarações homofóbicas e racistas. O deputado se defende dizendo não ser homofóbico que, por sua posição religiosa, é contra o ato homossexual e não contra os homossexuais. Quanto ao racismo, Feliciano afirma ser filho de uma negra, sendo ele também da raça negra e, então, não teria como ser racista.
No comunicado, o conselho ainda diz defender que o cristão que é político deve fazer seu mandato em benefício do bem comum e não por seu interesse pessoal ou de suas próprias estruturas eclesiásticas, se referindo a deputados "intitulados" evangélicos que se envolveram em corrupção ou daqueles que defendem os interesses de um grupo de pessoas. “O que lamentavelmente não se pode verificar nas chamadas operações Sanguessuga, entre Irmãos e Pandora, nas quais se verificou a presença de deputados intitulados evangélicos”, explica.
O conselho presbiteriano diz ainda que não existe no Brasil nenhuma entidade, associação, blocos políticos que possa falar ou se pronunciar em nome de todos evangélicos e da Igreja Presbiteriana. “Não há, no Brasil, nenhuma entidade ou associação que represente ou fale em nome de todas as igrejas descendentes da Reforma e que não há nenhum político nem bloco de políticos, em especial o chamado 'Bloco Evangélico', autorizado a se pronunciar em nome da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil ou do conjunto dos cristãos protestantes”.
The Christian Post
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