Assembleia de Deus se posiciona contra projetos do código penal
Os pastores prepararam um documento, na qual se posicionam em relação a projetos que tramitam no Senado
Os pastores que participaram da 41ª Assembleia Geral Ordinária das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), realizada no início deste mês, em Brasília, prepararam um documento intitulado “Carta de Brasília”, na qual se posicionam em relação a reforma do Código Penal Brasileiro. O documento traz, entre os assuntos, a posição das Assembleias de Deus contra os pontos mais polêmicos dos projetos do código penal, que tramita no Senado Federal, como a legalização da prostituição, o aborto, a criminalização da homofobia e a descriminalização das drogas.
- (Foto: http://www.pastorjosewellington.com/)41ª Assembleia Geral Ordinária das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) aconteceu em Brasília, 09 de abril de 2013.
Entre as posições dos pastores da Assembleia de Deus, eles avaliaram a proposta dos membros do Conselho Federal de Medicina (CFM), que defendem a alteração no Código Penal Brasileiro para dar à mulher o direito de realizar aborto de forma legal até três meses de gestação. “A CGADB é contrária a essa medida, por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno; em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida. A palavra de Deus diz: … e não matarás o inocente (Ex 23.7)”, avaliam os pastores no documento.
Os pastores também discordam do anteprojeto de eutanásia e ortonásia, na qual o Novo Código Penal prevê, que “Matar, por piedade ou compaixão, paciente em estado terminal, imputável e maior, a seu pedido, para abreviar-lhe sofrimento físico insuportável em razão de doença grave". A CGADB diz que "é contrária, tendo em vista que não existe direito de se tirar a vida, considerando que a vida é um direito jurídico indisponível. Como cristãos, entendemos que vida é um dom de Deus, e só a Ele cabe o direito de dispor desse bem natural que é a vida”, avaliam.
Quanto ao anteprojeto que prevê legalização de casas de prostituição e os profissionais do sexo, que atualmente é considerada ilegal, a CGADB também se manifesta. “A prostituição é atividade degradante, que se caracteriza pelo vil comércio do corpo, em total afronta aos elevados princípios morais que norteiam os costumes de povos civilizados. Como cristãos, temos total repúdio à prostituição, por ser considerado grave pecado à luz da palavra de Deus. Concordar com tal medida é equiparar a prostituição a qualquer outra atividade honrosa e lícita, desenvolvida pelos cidadãos de uma nação”.
Em
relação à união estável entre homossexuais, os pastores dizem. “A CGADB é
contrária a tais propostas, visto que, a equiparação da união sexual
entre pessoas do mesmo sexo a entidade familiar afronta a Constituição
e, acima de tudo, por ir de encontro ao princípio bíblico para o
casamento, que deve ser constituído pela união entre um homem e uma
mulher, conforme Gênesis 1.27 e 28”.
O
anteprojeto de legalização da maconha, a CGADB se diz "contrária a
qualquer forma de liberação ou descriminalização de drogas por entender
que essa medida enseja a possibilidade de maior circulação das drogas,
além de não haver evidência científica de qualquer benefício real ao
usuário; Países que liberaram as drogas colheram péssimos resultados
morais para a sociedade, e estão rediscutindo tais medidas
liberalistas”, avaliaram os pastores.The Christian Post
1 Comentários
Chega de hipocrisia! Voces apoiam a violencia e a GUERRA CONTRA AS DROGAS o resultado disto + violencia. Este problema se trata com prevençao, apoio religioso ou a medicina nunca com a policia. Segue um texto para reflexao e alguns documentarios para vcs se informarem:
ResponderExcluirGuerra às Drogas: A Terceira Guerra Mundial incentivada pela mídia.
Parem de fomentar e incentivar esta TERCEIRA GUERRA MUNDIAL que vivemos desde que a ONU junto com todos os seus países signatários declararam em 1961, através da pressão americana, a GUERRA AS DROGAS a qual até hoje não foi colocado um fim. Já são 52 anos de guerra com um número sem precedentes de óbitos. A MIDIA MUNDIAL tomou uma posição em favor desta guerra criando sensacionalismo, propagando mentiras e inverdades além de esconder fatos e notícias que mudariam o curso desta guerra sangrenta fundamentada como sempre nos lucros.
A criminalização das drogas tem como efeito colateral: morte, prisões, corrupção e insegurança. Populariza de uma forma generalizada a criminalidade e em consequência: a violência. Basta apenas estudar um pouco sobre o que ocorreu na Guerra Civil Americana da Lei Seca que se estendeu por 13 anos com uma explosão enorme da criminalidade, corrupção e óbitos. O degrau para a criminalidade fica muito baixo visto que basta um individuo vender ou usar uma substância que existe uma grande demanda para ele se tornar um inimigo do Estado, um bandido. Esta popularização e pulverização da criminalidade é uma fábrica de criar marginais e bandidos onde toda a sociedade perde.
As drogas deveriam nos países democráticos ser vendidas, para maiores de idade, em drogarias ou farmácias. Produzidas por empresas farmacêuticas onde seria possível controlar a pureza das substâncias exigindo dos usuários uma avaliação periódica de um médico onde seriam informados sobre os riscos do uso, formas de tratamento e redução de danos e aí sim receberiam a sua receita para compra. Os governos arrecadariam as suas altas taxas de impostos que deveriam ser destinadas para a saúde, educação, propaganda negativa e tratamento. Com este modelo falido de guerra, esta gigantesca verba vai para a marginalidade criando uma enorme e rica estrutura de crime e corrupção enquanto que a sociedade e o estado só recebem os custos e as mazelas.
As drogas nunca deveriam ser motivo de ação militar ou policial. É uma questão de doença e saúde com o tratamento baseado na medicina e apoio religioso. A mídia deveria propagar e mostrar estas verdades visto que a mesma tem um papel importantíssimo na estabilidade mundial. A comunicação é fundamental para a paz: mídia é comunicação de massa.
Pedimos aos profissionais de mídia do mundo inteiro que se informem e divulguem as verdades e os números desta guerra. Segue alguns documentários sérios e informativos sobre o tema que vocês, profissionais de mídia, têm obrigação de assistir por humanidade. Vamos incentivar a paz e a harmonia chega de sensacionalismo, mentira e falso moralismo.
“Quebrando o Tabu” – Fernando Grostein Andrade.
“Cortina de Fumaça” – Rodrigo Mac Niven.
“Maconha a Cura do Câncer” – original: “What if Cannabis Cured Cancer?” – Len Richmond.
“O Sindicato, O Negócio Por Trás do Barato” – original: “The Union: The Business behind Getting High” – Brett Harvey.
“Run From the Cure, A História de Rick Simpson”.