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Colunista da Veja defende papa Francisco de acusações de envolvimento com a ditadura

Colunista da Veja defende papa Francisco de acusações de envolvimento com a ditadura

Reinaldo Azevedo contesta que dois jornalistas andam espalhando as acusações, sem veracidade.


O anúncio do novo papa nesta quarta-feira (13), primeiro latino-americano e jesuíta, o argentino Mario Bergoglio, desencadeou uma polêmica em sites de notícias e redes sociais com acusações de que, o então nomeado, o papa Francisco teria cumplicidade em crimes que foram cometidos na época da ditadura militar na Argentina (1976 e 1983).

  • Reinaldo Azevedo
    Facebook/Reinaldo Azevedo
    Reinaldo Azevedo defende Papa Francisco I de acusações de cumplicidade com a ditadura Argentina
O colunista da Revista Veja, Reinaldo Azevedo escreveu em defesa do papa, salientando que acusações são de origem da oposição que são contra a postura conservadora de Mario Bergoglio. “O ódio àquele que foi escolhido para conduzir a Igreja Católica certamente deriva de sua postura considerada conservadora também em política. O até ontem arcebispo de Buenos Aires repudia uma Igreja transformada em partido político”, disse Azevedo.
Entre as acusações contra Mario Bergoglio, com versões do jornalista Horacio Verbistky, que escreveu diversos livros sobre o assunto, o papa Francisco, como Arcebispo de Buenos Aires, foi convocado para ser testemunha do julgamento sobre o sumiço de dois sacerdotes durante os anos de terrorismo no estado. Segundo informações da Associação Mães da Praça de Maio, repassadas pelo jornalista, o papa argentino facilitou o sequestro dos sacerdotes jesuítas Francisco Jalics e Orlando Yorio, que eram subordinados dele.
Reinaldo Azevedo contesta a imparcialidade do jornalista Horacio Verbitsky, já que segundo ele, o jornalista pertenceu ao grupo terrorista Montoneros. “Já escrevi um post a respeito. Quem espalha a história é o jornalista Horacio Verbitsky, que pertenceu ao grupo terrorista Montoneros. Ele próprio admite que deu alguns tiros, mas sem matar ninguém. Claro, claro!”, dispara Azevedo.
O colunista da Veja se pronunciou ainda contra outra acusação do jornalista argentino Carlos Manuel Acuña, na qual afirma que o novo papa desviou para Cuba os US$ 60 milhões que renderem o sequestro de dois bilionários argentinos, capturados em 1975 e libertados em 1976. “Considerando a sua história e a de Bergoglio, é muito mais verossímil que ele tenha se metido na sujeira do sequestro (terrorista confesso), do que o agora papa se envolvido com as forças da repressão. Quando procuramos os detalhes, ficamos sabendo que o dito jornalista respeitável não tem uma só prova, um só indício”, contesta Azevedo.
The Christian Post

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